Retrospectiva 2025
O que o Clube leu, os debates e o cronograma para 2026
Eu vivo me censurando, e já cheguei a considerar que a idade, essa bênção acompanhada com notas de maldição, aprofunda minha autocensura.
Sim, eu também sonho em ser a senhorinha que sai à rua usando calça cor-de-laranja, blusa verde periquito e sapato roxo. Quero, e muito, a liberdade de mandar julgadores para o quinto dos infernos. Só que essa tal liberdade vive lá dentro do campo dos meus sonhos. A realidade tem menos cor. Veste tons neutros, age com modos contidos.
Estava com a retrospectiva do Clube prontinha, uma delícia de prestação de contas (fiz os cards no Canva, dentro de minhas tímidas possibilidades).
Foi então que a vozinha interna, aquela bem julgadora, me soprou:
Leitura não é lazer? Não é prazer? Por que a pressa? Tá concorrendo com quem? Contra quem?
O Clube, óbvio, não é uma questão de planilha. Divulgar nossas leituras serve para celebrar o grupo, os encontros, os debates cada vez mais maduros.
Veículos da imprensa comentam sobre a recente busca por leituras coletivas. Sem dúvida há uma transformação no hábito de ler, um hobby tão solitário. (Vou parar de justificar e apresentar os números porque hoje é 28 de dezembro e eu reviso esse post de encerramento de ano com Gloria Gaynor nos fones).
da cor da roupa da senhorinha
Em ordem, as leituras do ano foram:
Janeiro/Fevereiro: Drácula, de Bram Stoker
Março: O morro dos ventos uivantes, de Emily Brontë
Abril: O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson
Maio: Dossiê Macabro — Insetos (coletânea de diversos autores)
Junho: Voladoras, de Mónica Ojeda
Julho: A vegetariana, de Han Kang
Agosto: Seminário dos ratos, de Lygia Fagundes Telles
Setembro: O novo horror 2 (coletânea de diversos autores)
Outubro: Rinha de galos, de Maria Fernanda Ampuero
Outubro (leitura extra): Pedro Páramo, de Juan Rulfo
Novembro: Irebu, de Larissa Brasil
Dezembro: Os perigos de fumar na cama, da Mariana Enriquez
Em 2025, eu ingressei em nada menos que sete clubes de leitura. Queria ler mais King, entrei no Reinado do Horror/LC do King (do Eduardo Pearl Jam), e consegui participar de três LCs. Depois conheci o Clube da Meia-Noite, do Luiz (Eita, que Horror!). Participei de cinco LCs. Também fui convidada para assumir a mediação do Clube Sexta Feira, da editora O Grifo. A cada dois meses, o grupo lê um livro do catálogo da editora. Fundei um clube para reler O tempo e o vento, de Érico Veríssimo. Esse não foi adiante (culpa minha, no segundo semestre tive muito volume de trabalho), mas é dos projetos que quero retomar em 2026. Também participei de três LCs do Clube Mão Esquerda (atualmente desativado). E do Clube Calma (o único que é pago). Com os calmers, acompanhei quatro LCs. Em outubro, retornei ao Clube Nossa Literatura, um dos mais longevos, direcionado para literatura latino-americana e capitaneado por Eliz Oliveira. Além disso, sigo tocando o queridíssimo Clube de Leitura Escuro Medo, em atividade desde junho de 2021.
Como sempre, votamos as obras em novembro. Já temos o cronograma 2026:
nossos participantes não estão para brincadeira: só livraço para 2026
O cronograma de nossa leitura de janeiro também está pronto:
para janeiro, nada menos que a primeira vampira das narrativas em prosa. vem ler com a gente!
Feliz Ano Novo! Que em 2026 possamos ler mais e melhor, sem culpa, sem julgamento.





Que legal. Grandes leituras em 2025. E 2026 já está promentendo ser ainda melhor!!
Adoro o clube. Por meio dele pude descobrir autoras incríveis, ler clássicos (sempre adiados) e aprender muito. Viva os Escuromeders!!!
😍😍😍😍